Uma mulher de 60 anos, viúva desde 2002, protagonizou um ato de resistência ao impedir uma tentativa de despejo da sua residência, situada na capital moçambicana.
O imóvel, que a viúva considera pertença legítima, foi objecto de uma venda controversa por parte da sua enteada, actualmente a residir em Portugal.
Segundo a viúva, casou-se oficialmente com o seu falecido marido em 2002, a quem foi atribuído o título de propriedade da casa no ano seguinte.
Contudo, a relação com a enteada deteriorou-se a ponto de não manterem contacto, o que, segundo a mulher, a levou a ser surpreendida com a venda do imóvel sem o seu consentimento.
Na manhã do incidente, oficiais do tribunal dirigiram-se à residência da viúva para cumprir a ordem de despejo. Em um acto de protesto, a mulher trancou o portão, mostrando a sua indignação e descontentamento com a decisão judicial que considera injusta.
Apesar das tentativas dos agentes em arrombar a entrada, a determinação da viúva foi suficiente para que, após um período de resistência, os representantes do tribunal abandonassem o local sem conseguir efectivar o despejo.
















