A portagem da Costa do Sol foi alvo de vandalismo por um grupo de desconhecidos que destruiu várias cabines de cobrança.
Segundo testemunhas, os agressores chegaram em três camiões, armados com pedras e catanas, provocando um clima de terror entre os presentes.
De acordo com relatos, os camiões entraram em contra-mão na estrada e realizaram manobras perigosas, enquanto os ocupantes da bagageira pareciam celebrar o momento. “Vieram uns três carros, uns três camiões daqueles que carregam areia. Quando chegaram, começaram a buzinar de qualquer maneira e os funcionários tiveram de fugir. Desceram alguns e começaram a partir tudo de qualquer maneira, estragando a rede. Eram muitas pessoas que estavam aqui”, descreveu uma testemunha que preferiu permanecer anonimato.
O ataque ocorreu por volta das 17 horas e a cena foi descrita como aterradora. “Eram entre 40 a 50 pessoas, algumas armadas com catanas e pedras. Havia polícia e seguranças, mas eles também não tinham o que fazer”, acrescentou a mesma fonte.
As consequências do vandalismo foram visíveis: várias cabines ficaram destruídas e com vidros partidos, embora não tenha sido registado roubo de bens. Aparentemente, o ato de vandalismo está relacionado com a insatisfação em relação ao pagamento das portagens, uma vez que, até ao momento, as cobranças foram suspensas. “Todas as viaturas passam sem pagar e muitos estão surpresos com a situação. Eu até tinha o dinheiro para pagar, mas as cabines estão vazias e não está a ser feita a cobrança”, comentou Silva Mandinho, um automobilista que se deparou com a situação.
Entretanto, a ação de vandalismo gerou reacções diversas entre os automobilistas. Enquanto alguns condenam a atitude, defendendo que o vandalismo não é a forma adequada de reivindicar direitos, outros expressaram compreensão em relação aos protestos. “Acho que não é boa coisa, isto é um bem público. Se alguém não quer pagar que não pague, mas quem quiser pagar pode pagar. É um direito de cidadania”, afirmou Augusto Monteiro, outro automobilista. Outros, como um motorista anónimo, sustentaram que “são as regras quem manda e já ditou, só podemos seguir”.
















