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Governo de Sofala considera abate de animais bravios para mitigar conflitos com comunidades

O governo da província de Sofala está a avaliar a possibilidade de proceder ao abate de animais bravios considerados problemáticos em diversos distritos, como uma medida para reduzir os conflitos entre o Homem e a fauna selvagem. 

Esta decisão surge em resposta ao crescente impacto que estes animais têm tido nas culturas agrícolas, afectando gravemente a segurança alimentar de várias famílias.

Relatos indicam que hipopótamos, crocodilos e elefantes têm causado destruição de colheitas e, em casos extremos, ferindo cidadãos e danificado propriedades. Na localidade de Ampara, por exemplo, quatro habitações foram destruídas, levantando a preocupação da população local.

O administrador do distrito de Búzi, João Saize, em declarações à Rádio Moçambique, confirmou que o governo está a trabalhar em conjunto com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) para discutir a possibilidade de abater os animais que estão a causar problemas. “Nós temos várias medidas; uma delas é solicitar autorização à ANAC para abater os animais problemáticos. Por essa via, podemos abater um número considerável, um pouco acima de uma dezena de hipopótamos, com base nas denúncias das comunidades devido aos estragos”, afirmou Saize.

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Além da proposta de abate, a administração local tem promovido sessões de sensibilização dirigidas às comunidades ribeirinhas, alertando sobre os perigos de entrar nas águas dos rios, especialmente devido à presença de crocodilos. O objectivo é proteger tanto as comunidades como os animais, buscando um equilíbrio que minimize os conflitos e promova a coexistência pacífica entre o Homem e a natureza.

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