A produção de energia eléctrica nas centrais termoeléctricas de Ressano Garcia (CTRG) e da Gigawtt foi suspensa, impactando significativamente o fornecimento de corrente eléctrica na zona sul do país.
A decisão, tomada pelas duas empresas, surge como medida preventiva após um grupo de manifestantes ter dirigido-se às infra-estruturas, exigindo a paralisação total da produção no contexto das recentes manifestações que têm ocorrido em Moçambique.
António Nhassengo, porta-voz da Electricidade de Moçambique (EDM), informou que as restrições ao fornecimento de energia serão implementadas de forma programada e rotativa, até que as actividades nas centrais de Ressano Garcia, localizadas na província de Maputo, possam ser retomadas. “A capacidade que temos não é suficiente para atender todos os clientes. Estamos a fornecer um grupo de clientes durante um determinado período e, em seguida, fazemos a permuta para outro grupo, como forma de minimizar o impacto da falta de energia. Estamos a falar de serviços essenciais, como hospitais, entre outros,” explicou Nhassengo, sublinhando o esforço da EDM para mitigar os efeitos da situação.
A EDM revela que a interrupção da produção está a gerar um défice de 150 megawatts de energia, o que corresponde a cerca de 30% da demanda nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.
Em comunicado oficial, a empresa acrescenta que a normalização das operações dependerá do evoluir da situação no terreno e da capacidade em controlar a crise, que, até ao momento, se apresenta como “bastante complexa e preocupante”.
















