Pelo menos 151 pessoas terão morrido envenenadas, alegadamente pelas Forças de Apoio Rápido (FAR), que estão em confronto com o exército sudanês desde Abril de 2023, segundo relatórios de uma organização não-governamental.
As FAR, que se têm envolvido em intensos combates pelo controlo do país, são acusadas de causar essas mortes, embora o grupo paramilitar defenda que as vítimas possam ter morrido devido a um surto de cólera.
A ONG Gezira Conference reportou 40 mortes apenas nas últimas 48 horas, com a cidade de Hilaliya, situada a 70 quilómetros da capital do Estado, Wad Madani, a ser a mais afectada. Em declarações à publicação Sudan Tribune, o comandante das FAR, Muk Abid Abu Shotal, sustentou que a hipótese do surto de cólera deve ser considerada e afirmou que as FAR tencionam enviar uma “delegação de alto nível” à cidade para investigar a situação.
Segundo a Gezira Conference, a cidade permanece sob controle paramilitar há várias semanas, e a ONG contabiliza um total de 166 mortes, das quais 151 atribuídas ao envenenamento e 15 a disparos. Além das mortes, a organização responsabiliza as FAR pela destruição de infraestruturas essenciais, incluindo um centro médico de diálise, 18 celeiros, a rede eléctrica, 10 poços e 10 farmácias.
A situação em Hilaliya agrava-se ainda mais com a deserção do comandante das FAR para o Estado, Abu Agla Kikil, que levou os paramilitares a lançarem uma campanha de retaliação contra a população civil. Hilaliya conta com cerca de 30.000 residentes, que agora se encontram na linha da frente do conflito.
Entretanto, no Sudão do Sul, as inundações devastadoras afectaram cerca de 1,4 milhões de pessoas, obrigando mais de 379.000 a abandonar as suas casas, conforme anunciado pelo Gabinete das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (OCHA).
A crise humanitária continua a agravar-se, sublinhando a necessidade urgente de assistência humanitária na região.

















