As eleições legislativas antecipadas, inicialmente agendadas para o dia 24 deste mês, foram adiadas pelo Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.
A confirmação do adiamento foi comunicada através de um decreto presidencial, onde o chefe de Estado fundamentou a decisão com base num parecer “bem fundamentado” apresentado pelo Governo.
A notícia do adiamento já circulava entre diversos sectores da sociedade em Bissau, uma vez que, na semana passada, o Executivo havia declarado que não existiam condições técnicas propícias para a realização do ato eleitoral. Apesar disso, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) afirmou estar tecnicamente preparada para a votação.
Para o jornalista Sabino Santos, esta decisão é vista como uma “estratégia” do Presidente e do seu Governo, embora também tenha sido interpretada como um “desprezo total à oposição política”. Santos acrescenta que, dado o histórico de fragilidades na capacidade bélica da oposição, não se prevê que esta decisão traga consequências significativas no panorama político do país.
Até ao momento, Umaro Sissoco Embaló não anunciou uma nova data para as eleições legislativas. Contudo, Fernando Delfim da Silva, conselheiro político do Presidente, assegurou que o reagendamento será feito em breve, deixando a expectativa no ar sobre os próximos passos da política guineense.
A situação continua a gerar debate e incertezas, à medida que o país aguarda novos desenvolvimentos relacionados com o futuro do seu processo eleitoral.

















