Pelo menos oito pessoas, incluindo uma criança, perderam a vida e onze ficaram feridas na terça-feira, num ataque com drones perpetrado pelas forças russas contra uma instituição de ensino na região de Sumy.
Este incidente trágico marca um novo capítulo na escalada da violência que assola a Ucrânia, à medida que o conflito se arrasta para o milésimo dia.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou a sua preocupação face à intensificação da situação. “Quanto mais tempo passar, mais a situação piora. Este é o melhor momento para pressionar mais a Rússia. É claro que a Rússia não tem qualquer intenção de se empenhar em negociações significativas sem que os seus depósitos de armas em território russo ardam, sem que a sua logística seja atingida e as suas bases aéreas destruídas, sem perder capacidades de produção de mísseis e drones”, afirmou Zelensky.
Este ataque é o segundo na mesma semana, seguindo-se a um míssil que atingiu um prédio residencial na madrugada de segunda-feira, resultando na morte de 11 pessoas, entre as quais duas crianças. Além disso, um ataque com mísseis deixou o centro administrativo da região sem energia.
A comunidade internacional expressou a sua indignação face ao que considera uma violação dos direitos humanos. O porta-voz da agência da ONU para os Direitos Humanos apelou à protecção dos civis e infraestruturas não militares, afirmando que “o uso de armas numa hostilidade deve evitar danos contra civis”. Jeremy Laurence sublinhou que, como já destacado pelo alto-comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, “estes foram mil dias de dor e sofrimento sem sentido, em que as violações dos direitos humanos se tornaram a rotina diária”.














