Shigeru Ishiba foi nomeado como o novo primeiro-ministro do Japão pela câmara baixa do parlamento japonês, horas após a demissão do seu antecessor, Fumio Kishida.
Aos 67 anos, Ishiba, agora líder do Partido Liberal Democrata (LPD), recebeu 291 votos favoráveis na Dieta, o parlamento japonês, dominado pela coligação governamental liderada pelo partido conservador.
Fumio Kishida, que havia anunciado em Agosto que não se recandidataria a um novo mandato de três anos, apresentou formalmente a sua demissão, abrindo caminho para que Ishiba assumisse a liderança do governo nipónico.
O secretário-chefe do Governo, Yoshimasa Hayashi, confirmou que Kishida e todos os seus ministros se demitiram durante uma reunião do executivo realizada na manhã de terça-feira.
Shigeru Ishiba, que já havia ocupado o cargo de ministro da Defesa, foi eleito na sexta-feira passada como líder do LPD, vencendo outros oito candidatos nas primárias do partido, que tem governado o Japão quase ininterruptamente nas últimas décadas.
A decisão de Kishida de se afastar do cargo surgiu após o seu governo ter sido abalado por uma série de escândalos de corrupção, que contribuíram para uma crescente pressão dentro do partido.
Em declarações recentes, Ishiba anunciou a intenção de convocar eleições legislativas antecipadas para o próximo dia 27 de Outubro, afirmando que o novo governo deve ser avaliado pela população o mais rapidamente possível. “Acredito que é importante que o novo governo seja julgado pelo povo e, se as condições forem favoráveis, espero convocar eleições antecipadas”, afirmou o novo líder numa conferência de imprensa. Ele reconheceu a natureza invulgar de fazer tal declaração antes de ser oficialmente empossado como primeiro-ministro, mas considerou que não era impróprio manifestar essa intenção.
Durante a sua campanha para a liderança do LPD, Ishiba destacou a necessidade de revitalizar a economia japonesa, com um foco especial no investimento nacional em sectores estratégicos como o dos semicondutores e da inteligência artificial, áreas que considera cruciais para o futuro do país.
Com a sua nomeação oficial como primeiro-ministro, espera-se que Ishiba implemente essas promessas de campanha e defina o rumo do Japão nos próximos anos.














