A recente escalada do conflito entre Israel e o Hamas provocou uma devastação sem precedentes na economia da Faixa de Gaza, lançando a maioria da população em condições de extrema pobreza.
Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revela que os padrões de qualidade de vida da região retrocederam “até à década de 50” do século passado.
Segundo o estudo, a economia palestiniana sofreu um recuo de 35% em relação ao período que antecedeu a guerra, com a recuperação a ser estimada em, pelo menos, uma década. Este retrocesso económico é acompanhado pela destruição de infraestruturas essenciais, incluindo escolas e hospitais, que foram severamente afectados pelos bombardeamentos israelitas.
A situação humanitária em Gaza é alarmante, com mais de 2,3 milhões de pessoas a necessitar de assistência urgente, segundo o relatório.
O impacto do conflito é significativo, com mais de 80% da população activa a ter perdido o emprego e “quase 100%” da população a viver em condições de pobreza.
A comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos desta crise humanitária, enquanto esforços para a reconstrução da Faixa de Gaza e a recuperação económica continuam a ser urgentes.
















