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Incêndio causado por queimadas descontroladas provoca explosões em antigo paiol militar em Sofala

Um incêndio devastador, originado por queimadas descontroladas, provocou explosões de engenhos explosivos provenientes de um antigo paiol militar, deixando a população da zona da Mobeira em estado de pânico. 

O incidente ocorreu no bairro Inhamízua, quando as chamas se alastraram a partir de um campo agrícola localizado no bairro de Mungassa.

De acordo com informações do porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) em Sofala, Fernando Meque, a mudança na direcção do vento contribuiu para que o incêndio atingisse uma área que, durante conflitos armados, serviu como armazenamento de armamento das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). A quantidade exacta de engenhos explosivos envolvidos, incluindo minas e obuses, ainda não foi especificada.

O antigo paiol, que permanece protegido e não é frequentado pela população, tornou-se alvo das chamas devido a um aparente descuido dos proprietários do campo agrícola. “As chamas acabaram alastrando-se até aquele local. É uma zona reservada às FADM e, durante os conflitos armados, muitos destes engenhos foram implantados naquela área. Há até sinalização para não haver invasão, mas, neste caso, a pessoa não conseguiu controlar o fogo e este atingiu o espaço”, explicou Meque.

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O SENSAP, em colaboração com a Polícia da República de Moçambique (PRM) e as FADM, mobilizou esforços para extinguir o fogo e evitar maiores danos. Fernando Meque enfatizou a importância de a comunidade que reside nas proximidades do paiol e de outras áreas de protecção militar ter cautela, especialmente em actividades agrícolas.

“É preciso que a comunidade continue a observar todos os cuidados. Pretendendo abrir um campo para a prática agrícola, deve ter o cuidado de ver onde o faz. As zonas proibidas devem ser respeitadas, lembrando que já houve registos de mortes noutros eventos relacionados com engenhos explosivos”, alertou o porta-voz do SENSAP.

As autoridades continuam a monitorizar a situação e apelam à população para manter a vigilância e respeite as normas de segurança em áreas sensíveis.

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