Internacional Oposição guineense acusa regime de cobrir tráfico de droga após grande apreensão

Oposição guineense acusa regime de cobrir tráfico de droga após grande apreensão

O Fórum para Salvação da Democracia (FSD), uma coalizão de partidos da oposição na Guiné-Bissau, fez na segunda-feira graves acusações contra o regime do presidente Umaro Sissoco Embaló, alegando que o governo está a proteger o tráfico de droga no país.

Esta denúncia surgiu após a maior apreensão de droga já registada no aeroporto de Bissau.

O FSD, que inclui o Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15), o Partido da Renovação Social (PRS) e a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), afirmou que a apreensão de mais de 2,6 toneladas de cocaína no aeroporto Osvaldo Vieira de Bissau não é um caso isolado.

Segundo o fórum, estas apreensões sempre contaram com a protecção de altos dignitários do actual regime.

Os líderes do FSD exigem explicações do governo sobre como foi possível a aterragem de uma aeronave, carregada com drogas, “em plena luz do dia” e sem a devida autorização. Questionam quem, na Guiné-Bissau, tem o poder exclusivo para autorizar ou desautorizar tais operações.

O fórum condena veementemente o Presidente da República e o seu Governo pelo sobrevoo e aterragem de aeronaves carregadas com grandes quantidades de cocaína no aeroporto de Bissau. O FSD exige que todos os envolvidos, tanto directa quanto indirectamente, sejam levados à Justiça para restaurar a credibilidade do país, salvar as instituições republicanas e restabelecer o Estado de Direito Democrático.

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No sábado, com o auxílio de agências internacionais de combate a estupefacientes, a Polícia Judiciária guineense conseguiu apreender mais de 2,6 toneladas de cocaína num avião que aterrara em Bissau sem autorização, vindo da Venezuela. Até ao momento, as autoridades políticas guineenses não se pronunciaram sobre o incidente.

O ex-Procurador-Geral da República e actual líder partidário, Juliano Fernandes, comentou o caso nas redes sociais, afirmando que a apreensão revela uma “agenda perigosa e sinistra” em curso na Guiné-Bissau. Fernandes sublinha a urgência de se “colocar um travão e inverter a marcha” para evitar um “descalabro e uma catástrofe iminentes”.

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