Em meio a intensos protestos contra a reforma fiscal proposta pelo governo do presidente William Ruto, o Quénia testemunhou na terça-feira (25) um cenário de violência e tumulto.
Manifestantes incendiaram a Câmara Municipal de Nairóbi e o gabinete do governador, enquanto a sede do Parlamento nacional foi invadida e a maça cerimonial, um símbolo de poder, foi roubada.
Os distúrbios começaram após a aprovação do controverso Projecto de Lei de Finanças 2024 pelo Parlamento, levando milhares de pessoas a cercarem o prédio legislativo. Parlamentares fugiram e a polícia respondeu com repressão severa: mais de 300 pessoas foram presas, 200 ficaram feridas e 2 manifestantes foram mortos.
O projecto de lei visa arrecadar 2,7 bilhões de dólares em impostos adicionais para reduzir o déficit orçamentário e o endividamento do país. O que começou como manifestações pacíficas na semana passada escalou rapidamente para confrontos violentos, com manifestantes enfrentando a polícia e danificando propriedades públicas.
Em resposta aos tumultos, o presidente William Ruto anunciou medidas duras contra o que chamou de “actos de violência e anarquia”. As Forças Armadas foram mobilizadas para conter a situação, mas relatos de uso de munições reais contra os manifestantes aumentaram as tensões.
A situação permanece tensa enquanto o governo tenta restaurar a ordem e a calma na capital.














