O Presidente angolano, por decreto, deu luz verde à compra de 600 autocarros, num negócio avaliado em 323,5 milhões de euros. No entanto, o montante significativo da transacção tem levantado suspeitas de corrupção.
Analistas e membros da sociedade civil expressam preocupação com o elevado valor da compra, questionando a justificação dos custos.
Cada autocarro, com um preço médio de 540 mil euros, é considerado excessivamente caro pelos críticos. Activistas apontam para um suposto sobrepreço, alegando que cada veículo deveria ter custado entre 150 e 250 mil euros, de acordo com dados recolhidos pelo activista Rafael Marques. Este último já enviou uma carta ao Presidente da República, João Lourenço, expondo suas preocupações.
O jornalista Graça Campos denuncia o caso como um escândalo, destacando sinais de inflação de preços e corrupção. “Isso foi publicado no Diário da República. Este documento oficial é uma evidência deste ato de desonestidade e corrupção. Não se trata apenas de suspeitas, estamos diante de provas concretas”, salienta Campos em entrevista à DW.
















