Automobilistas que percorrem o trajecto entre Lichinga e Mandimba, na província do Niassa, estão a denunciar casos de corrupção e extorsão por parte da polícia de trânsito.
Segundo os condutores, nos cinco postos de fiscalização ao longo deste percurso, a polícia exige pagamentos ilegais, mesmo quando os documentos dos veículos estão em ordem.
Relatam que são frequentemente obrigados a desembolsar entre dois a três mil meticais durante a viagem para satisfazer as exigências financeiras dos agentes de trânsito.
Os automobilistas também manifestam surpresa e descontentamento com o elevado número de postos de fiscalização num trecho de apenas cerca de cento e cinquenta quilómetros.
Mirza Maguanda, porta-voz da Polícia da República de Moçambique no Niassa, declarou que o Comando Provincial trata imparcialmente os casos de corrupção e crimes relacionados. Ela apelou aos automobilistas para denunciarem estes actos às autoridades competentes.