O Tribunal Superior de Gauteng, na capital sul-africana, rejeitou um recurso urgente da presidente da Assembleia Nacional do Parlamento sul-africano, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, para evitar sua detenção num caso de corrupção.
A juíza Sulet Potterill declarou que não foram apresentados factos suficientes para fundamentar o pedido de recurso, e portanto o pedido foi retirado do processo com custas judiciais a serem pagas.
Potterill salientou que a presidente do parlamento procurou estabelecer um precedente para que suspeitos possam evitar a detenção, alegando que esta é ilegal e não baseada em provas. Contudo, considerou que o recurso não era urgente e que as alegações seriam consideradas devidamente numa audiência regular.
Mapisa-Nqakula foi implicada em alegações de suborno que datam do seu tempo como ministra da Defesa, com acusações de corrupção no valor de mais de 2,3 milhões de rands em contratos da Força de Defesa Nacional da África do Sul durante seu mandato de 2012 a 2021.
Na semana passada, a líder do parlamento sul-africano, membro do partido Congresso Nacional Africano (ANC), entrou com uma ação urgente para evitar sua detenção iminente pelas autoridades, considerando-a ilegal.
No mês passado, a residência de Nosiviwe Mapisa-Nqakula foi alvo de busca por investigadores da HAWKS, unidade de elite da polícia sul-africana, em coordenação com a Autoridade Nacional de Acusação (NPA).














