Mais de 400 camiões carregados com ajuda humanitária entraram na Faixa de Gaza, conforme anunciado pelo COGAT, o organismo militar israelita encarregado dos assuntos civis na região palestiniana. Essa ajuda inclui alimentos e outros suprimentos essenciais.
Além disso, o COGAT informou que foram entregues por via aérea 258 contentores com alimentos, e durante a noite, 29 camiões adicionais com mantimentos entraram no norte da Faixa de Gaza.
Embora esses números representem um aumento significativo em relação à ajuda humanitária dos últimos seis meses, ainda estão abaixo dos níveis anteriores à invasão israelita, quando até 500 camiões por dia forneciam assistência à Faixa de Gaza, garantindo eletricidade e água corrente.
Este aumento na ajuda vem dias após Israel se comprometer a tomar “medidas urgentes” para aumentar a quantidade de assistência humanitária permitida na Faixa de Gaza. Esse compromisso veio após o presidente dos EUA, Joe Biden, exigir melhorias na situação humanitária no enclave palestiniano.
A conversa telefónica entre Biden e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, resultou na advertência do presidente norte-americano de que o apoio dos EUA a Israel poderia ser alterado se medidas não fossem tomadas para aliviar o sofrimento dos civis e garantir a segurança dos trabalhadores humanitários. Isso seguiu-se a um ataque israelita que matou sete trabalhadores da organização não-governamental World Central Kitchen.
Em março, a média diária de entrada de camiões com alimentos e produtos essenciais na Faixa de Gaza foi de 159, representando já um aumento em relação aos meses anteriores.















