O Instituto Nacional do Mar (INAMAR) expressa preocupação com o frequente desrespeito às medidas de segurança nas embarcações que partem para o mar na Ilha de Moçambique, atribuindo isso à dificuldade das equipas em permanecer nos locais.
O instituto anuncia a implementação de novas medidas e informa que dos sobreviventes do naufrágio, 16 estão internados.
Com aproximadamente 450 mil embarcações artesanais dedicadas à pesca no país, o INAMAR promete tomar medidas para melhorar a fiscalização após o naufrágio deste domingo, que resultou em cerca de 100 vítimas na Ilha de Moçambique, em Nampula.
Leonild Chimarizene, porta-voz do INAMAR, revela uma das medidas planeadas: a introdução de um dispositivo de localização automática nas embarcações. Apesar das limitações das embarcações artesanais, já está em fase piloto no Niassa.
Além disso, o INAMAR esclarece que houve violação dos procedimentos por parte do proprietário da embarcação, uma prática comum na região.
“Realizamos operações de fiscalização que se movimentam para monitorizar a atividade. Geralmente, os infratores aproveitam-se do momento em que as operações se deslocam para outros locais”, explica.
Quanto às responsabilidades, o INAMAR afirma que a prioridade é salvar vidas humanas. A determinação das responsabilidades será feita posteriormente.
O proprietário da embarcação está detido para prestar mais esclarecimentos e as buscas pelos desaparecidos prosseguem, conforme informações do Instituto Nacional do Mar.

















