Ali Bongo, o presidente do Gabão que foi deposto por um golpe de Estado, foi afastado da liderança do Partido Democrático Gabonês (PDG). Os golpistas alegam que Bongo está incapaz de liderar o PDG devido a várias incapacidades.
Cerca de um ano após ser deposto do poder, Ali Bongo é agora removido da liderança do seu partido, o PDG. O partido enviou uma delegação à residência de Bongo, onde o ex-presidente está em prisão domiciliária desde o golpe de Estado, para comunicar sua demissão, devido à sua incapacidade multifacetada de exercer suas funções.
O partido acrescentou que a reestruturação resultou na nomeação de Paul Mba como primeiro vice-presidente e Angelique Ngoma como secretária-geral, conforme comunicado divulgado nas redes sociais.
Bongo foi deposto por um golpe liderado pelo general Brice Nguema, que estabeleceu o Comitê de Transição e Restauração das Instituições, o nome oficial da junta militar criada após a revolta.
O ex-presidente foi colocado em prisão domiciliária após o golpe, no qual os militares denunciaram resultados eleitorais “falsos”, nos quais Bongo obteve 64,27% dos votos contra 30,77% do seu principal rival, Albert Ossa.
Todas as vitórias eleitorais de Bongo, que ascendeu ao poder após a morte de seu pai, Omar Bongo, em 2009, foram marcadas por alegações de fraude. Bongo sofreu um acidente vascular cerebral em 2018 que o afastou da esfera pública por quase um ano, embora ele tenha se recusado a sair de cena.














