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Ataque de rebeldes Houthi a navio causa três mortes, declara Exército dos EUA

O Exército dos Estados Unidos relatou que três membros da tripulação de um navio mercante faleceram na quarta-feira como resultado de um ataque de míssil vindo do Iémen, possivelmente sendo o primeiro ataque direto fatal dos rebeldes Houthis.

O incidente, ocorrido no Golfo de Áden, foi divulgado ao longo do dia, inicialmente mencionando apenas a existência de mortes, sem maiores detalhes.

Os rebeldes iemenitas, com laços próximos ao Irão, têm intensificado os ataques nos últimos meses no Mar Vermelho e no Golfo de Aden, importantes rotas marítimas para o comércio global.

Alegando como alvo navios que acreditam estar ligados a Israel ou a seus aliados, incluindo Estados Unidos e Reino Unido, os rebeldes afirmam agir em apoio à Gaza, um território palestiniano sob bombardeio e bloqueio por parte de Israel.

Na manhã de hoje (08:30, hora de Lisboa), um míssil balístico antinavios foi lançado de território controlado pelos Houthis no Iémen contra o “True Confidence”, um navio graneleiro com bandeira de Barbados e controlado por interesses liberianos, conforme comunicado pelo Comando dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom).

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“O míssil atingiu o navio e a tripulação relatou três mortes, pelo menos quatro feridos, sendo três em estado crítico, e danos extensos”, adicionou o Exército.

Numa declaração nas redes sociais, o porta-voz militar dos Houthis, Yahya Saree, afirmou que o “True Confidence” foi atingido por “mísseis” após “a tripulação ter ignorado os avisos”.

Anteriormente, agências de segurança marítima relataram que um ataque danificou o graneleiro ao largo de Aden, no sul do Iémen, país mais pobre da Península Arábica, em guerra há quase uma década.

A UKMTO, agência gerida pela marinha britânica, informou que a tripulação precisou evacuar o navio.

“Hoje, os Houthis tiraram a vida de civis inocentes”, lamentou um oficial norte-americano, que pediu para não ser identificado.

Em uma mensagem na rede social X, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, David Cameron, expressou estar “chocado” com o ataque.

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