O Senegal vive um clima de crescente tensão após o adiamento das eleições presidenciais, inicialmente previstas para 25 de fevereiro.
A decisão do presidente Macky Sall de adiar o pleito para dezembro de 2024 gerou uma onda de descontentamento popular, resultando em protestos em todo o país.
Até o momento, duas pessoas perderam a vida durante os confrontos com as forças de segurança. Uma das vítimas, um jovem, foi morto a tiro no sábado na capital Dakar, enquanto outro faleceu na sexta-feira na cidade de Saint-Louis, no norte do país, em circunstâncias ainda não esclarecidas.
A repressão policial aos manifestantes também tem sido motivo de preocupação. Na sexta-feira, a polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão reunida na principal praça central de Dakar. As principais estradas, linhas ferroviárias e mercados da capital também foram fechados como medida de segurança.
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou que pelo menos cinco membros da sua organização foram vítimas de violência por parte da polícia durante os protestos em Dakar. A RSF condenou a repressão da liberdade de imprensa e exigiu uma investigação rigorosa sobre os incidentes.
A oposição senegalesa convocou uma nova jornada de protestos para terça-feira, dia 13 de fevereiro. A expectativa é de que a mobilização popular seja ainda maior, aumentando o clima de tensão no país.
O presidente Macky Sall justificou o adiamento das eleições pela necessidade de se aprovar uma nova lei eleitoral que regulamenta a participação de novos partidos políticos. No entanto, a oposição acusa Sall de tentar manipular o processo eleitoral para garantir a sua reeleição.
A morte de dois jovens durante os protestos e a repressão policial agravaram a crise política no Senegal. A comunidade internacional acompanha com preocupação a situação no país e apela ao diálogo entre as partes para evitar uma escalada de violência.cional do Senegal.














