
O Presidente eleito da Guatemala, Bernardo Arévalo, anunciou na segunda-feira a equipa governativa que irá liderar o país a partir de domingo, data da sua tomada de posse.
Arévalo, um líder progressista, escolheu um número igual de mulheres e homens para o executivo, uma estreia na história da Guatemala.
Para o cargo de ministro do Interior, Arévalo nomeou Francisco Jiménez Irungaray, que já ocupou o mesmo cargo durante o governo do Presidente Álvaro Colom, entre 2008 e 2012. Jiménez foi citado por uma missão anticorrupção das Nações Unidas, por alegado envolvimento na adjudicação indevida de um contrato público. Questionado sobre Jiménez, Arévalo disse estar familiarizado com as alegações, observando que já foram descartadas.
Para o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, Arévalo nomeou Carlos Ramiro Martínez, que já ocupou o mesmo cargo durante o governo do Presidente Alejandro Giammattei, entre 2020 e 2024.
Arévalo enfrenta meses de investigações ao seu partido, o Movimento Semilla, por parte da Procuradoria Geral da República. As investigações alegam irregularidades, mas até agora não apresentaram provas. Observadores eleitorais estrangeiros declararam que as eleições foram livres e justas e apontaram o dedo aos procuradores, acusando-os de levar a cabo uma campanha com motivações políticas contra Arévalo.













