Desporto Bounu garante África nos quartos-de-final

Bounu garante África nos quartos-de-final

Com três defesas espectaculares, o guarda-redes marroquino Bounu foi o grande herói da histórica classificação da selecção africana no jogo dos oitavos-de-final com a Espanha, disputado ontem no Estádio Cidade da Educação em Qatar.

Na marcação de grandes penalidades, após o prolongamento terminado em zero bolas, Bounu impediu a concretização dos remates de Soler, Busquets e Saraiva e permitiu a presença de Marrocos pela primeira vez nos quartos-de-final após a vitória por 3-0.

O guarda-redes do Sevilha de Espanha juntou-se a uma lista de jogadores que salvaram as selecções com dois ou mais penalties no desempates de jogos dos Campeonatos Mundiais. Curiosamente, em Qatar, Livakovic foi o primeiro. Antes, em 2006 na Alemanha, destacou-se Ricardo e em 2018, na Rússia, brilharam Schmeichel, Subasic e Akinfeev.

Além de Bounu, a festa de Marrocos contou com nomes de Sabiri, Ziyech e Hakimi. Este último nasceu em Madrid e optou por Marrocos, após algumas convocações para as selecções de base de Espanha. O responsável pela cobrança de penaltie decisivo “não se sentia” em casa quando actuou pela La Roja, designação da selecção espanhola. Ontem, com muita frieza, bateu de cavadinha para a festa marroquina.

Com golo de Hakimi, Marrocos despachou a Espanha para casa e agrava a história dos europeus. Pela terceira vez consecutiva, “los hermanos” de Luis Enrique desconhecem a passagem aos oitavos de final, depois da conquista do Mundial de 2010 na África do Sul. Fica também o registo da primeira derrota com uma selecção africana.

Marrocos é a quarta selecção africana a atingir aos quartos de final, depois de Camarões (1990), Senegal (2002) e Ghana (2010). As três últimas estiveram próximas a constar do top-4 da competição. Agora, Marrocos tem a oportunidade de fazer história: jogar as meias-finais, se superar Portugal nos quartos-de-finais.