O guarda-redes camaronês André Onana anunciou, ontem, a renúncia aos Leões Indomáveis, depois de ter sido afastado da selecção de honras no decorrer do Mundial do Qatar’2022 por divergências com o treinador Rigobert Song.
Onana, que alinha no Inter Milão, manifestou-se orgulhoso por ter “cumprido um grande sonho”: representar a principal selecção dos Camarões, pela qual alinhou em 34 jogos, o último dos quais a 24 de Novembro diante da Suíça, na estreia no Mundial.
Poucos dias depois, o técnico Rigobert Song afastou-o da selecção, justificando a decisão com a necessidade de haver “respeito e disciplina” na selecção. O treinador deu a entender que o guardião privilegiava o lado individual em detrimento do colectivo.
De resto, eram públicas as discordâncias entre ambos quanto à forma de actuar do guarda-redes, uma vez que Onana, que passou pelo FC Barcelona e Ajax, gosta de iniciar as jogadas em posse e com passes curtos, enquanto o seleccionador prefere ver os guardiões fazer pontapés longos.
Depois de despontar para o futebol num projecto social promovido pelo antigo internacional camaronês, Samuel Eto’o, actual presidente da Federação daquele país, Onana rumou ao FC Barcelona, mas seria no Ajax que viria a afirmar-se no futebol europeu entre 2016 e 2022, antes de assinar pelo Inter Milão no início da época.

















