Desporto Costa Rica contraria lógica e vence Japão

Costa Rica contraria lógica e vence Japão

Futebol é eficácia. Ponto final. No único remate que fez em todo o Mundial até ao momento, a Costa Rica marcou um golo que derrotou o Japão (0-1), que lhe valeu os primeiros três pontos na fase de grupos, e reabre todas as contas do Grupo E.

Perante diferentes estados de alma depois da primeira jornada, o jogo foi de muito menos acabou por ser padrasto para um Japão que pastou em demasia uma partida que acabou, justa ou injustamente, por pender para a Costa Rica. 45 minutos de nada As muitas mudanças (cinco) na equipa do Japão, principalmente no ataque, só mostravam a confiança do seu seleccionador em toda a equipa, uma vez que a cambalhota frente à Alemanha começou depois das alterações. Mas a oportunidade acabou por ser desperdiçada por todos.

Perante uma Costa Rica, num 5x3x2 absolutamente conservador, claramente escaldada pelos 7-0 aplicados pela Espanha, o Japão nunca foi capaz de desmontar a defensiva contrária, apostando numa posse de bola previsível e sem a criatividade necessária. Percebendo que, assim, não ia a lado algum, o Japão acabou por dar a bola à Costa Rica para tentar que se abrissem espaços para a velocidade dos seus jogadores da frente, mas nem assim. “Obrigada” a ter a bola, a Costa Rica mostrou que é uma das piores selecções deste Mundial, apresentando uma surpreendente nulidade na capacidade ofensiva. Num breve resumo, era preciso mudar. Mudar tudo, de preferência. As oportunidades não existiram, a intensidade também não e não há outra forma de o dizer: foi uma primeira parte fraca e só havia espaço para melhorar.

Samurais de espadas em baixo

Vamos já ser directos: os primeiros minutos da segunda parte foram melhores que toda a primeira. O Japão me-xeu no intervalo, voltou a apostar nos três defesas que deram a volta à Alemanha e deu outro protagonismo a Morita, dando logo outra cara. Tinha faltado mobilidade, criatividade e intensidade e os samurais voltaram ao jogo com tudo isso.

Uma mão cheia de oportunidades e um sufoco que tinha tudo para dar golo. Mas, estranhamente, pouco durou.Do nada, sem dar sequência ao belo início de segundo tempo, o Japão guardou a bola e voltou a ter uma posse pastosa e demasiado recuada, sem que a bola chegasse aos desequilibradores da frente nipónica. É claro que o futebol não perdoa.

No primeiro remate enquadrado, em 171 (!!!) minutos, a Costa Rica marcou. E em grande estilo, já que Fuller, com ou sem intenção, marcou um golaço, fazendo um chapéu a Gonda e soltando a surpresa total no jogo e no Mundial, tamanha era a expectativa por este Japão que bem tentou, a custo, chegar ao empate, mas ficou à porta.

 “Ganhar o Japão   tem de ser valorizado”

Após a vitória surpreendente frente ao Japão, Luis Fernando Suárez revelou que a estratégia não mudou, mesmo tendo perdido por sete golos frente à poderosa Espanha. “Não existiram mudanças significativas, o jogo anterior foi um acidente. Esta proposta de jogo sempre foi a nossa e deu resultado. Ganhar a este Japão tem de ser muito valorizado”. “Sabíamos que o jogo de encontro com a Espanha foi um golpe duro, mas não estávamos mortos. Ainda sonhávamos”, acrescentou o treinador de 62 anos da Costa Rica. Já o técnico japonês, Hajime Moriyasu preferiu olhar para o jogo decisivo frente aos espanhóis. “Tivemos as oportunidades, mas não conseguimos aproveitar. Contra a Espanha temos de nos preparar bem para os defrontar”. Recorde-se que a Costa Rica ocupa o terceiro lugar, enquanto o Japão está no segundo posto. Na próxima jornada, os costa-riquenhos defrontam a Alemanha numa das partidas que define a classificação do Grupo E.