A decisão foi tomada na sessão de encerramento do 20.º Congresso do PCC, que definiu a agenda que vai moldar o futuro político do país asiático nos próximos cinco anos.
O texto da emenda não foi divulgado imediatamente, mas, antes da sua aprovação, um locutor referiu os motivos por detrás da decisão, mencionando repetidamente Xi e os seus “feitos” na modernização das Forças Armadas e da economia e no reforço da autoridade do Partido.
Nos seus breves comentários finais, Xi apontou que a revisão “estabelece requisitos claros para manter e fortalecer a liderança geral do Partido”.
No congresso anterior, em 2017, o PCC elevou já o estatuto de Xi ao consagrar as suas ideias — conhecidas como “Pensamento de Xi Jinping” — na sua carta magna.
A elevação do seu pensamento ideológico torna qualquer crítica às diretrizes de Xi num ataque direto ao Partido e sinaliza amplo apoio ao líder chinês entre a elite política do país, segundo observadores.
Xi Jinping, de 69 anos, deverá quebrar com a tradição política das últimas décadas no país. A análise consensual aponta para a atribuição de um terceiro mandato ao atual secretário-geral do PCC, mas os observadores vão estar atentos às entradas e saídas da cúpula do poder na China.
O novo Comité Central, uma espécie de parlamento do partido com cerca de 200 membros, foi eleito pouco depois das 11:00 na China (05:00, em Moçambique), de sábado, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua.














