Internacional Trump tenta impedir análise de documentos

Trump tenta impedir análise de documentos

O ex- Presidente dos Estados Unidos Donald Trump pediu, ontem, a um tribunal da Florida para que seja nomeado um “procurador especial” neutro para inspeccionar os documentos confiscados pelo FBI na sua mansão de Mar-a-Lago.

O pedido foi incluído num processo judicial, o primeiro da equipa jurídica de Trump em duas semanas após as buscas, que visa amplamente a investigação do FBI sobre a descoberta de documentos confidenciais em Mar-a-Lago.

O documento classifica as buscas de 08 de Agosto, na qual o FBI adiantou ter recuperado 11 conjuntos de documentos secretos, como um “movimento chocantemente agressivo”, atacando o mandado como excessivamente amplo.

Os advogados do ex-Chefe de Estado dizem ainda que houve cooperação durante meses, enquanto agentes federais examinavam a presença de registos presidenciais e documentos classificados em Mar-a-Lago.

“A aplicação da lei é um escudo que protege os Estados Unidos. Não pode ser usada como arma para fins políticos”, escreveram.

“Portanto, procuramos assistência judicial após uma operação sem precedentes e desnecessária”, acrescentaram.

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O processo solicita especificamente a nomeação de um “procurador especial” sem relação com o caso, que seria encarregado de verificar os registos confiscados de Mar-a-Lago e descartar aqueles que estão protegidos pelo privilégio executivo, um princípio que permite aos presidentes bloquear documentos de divulgação pública.

“Este assunto chamou a atenção do público americano. Salvaguardas meramente adequadas não são aceitáveis quanto o assunto em questão envolve não apenas os direitos constitucionais do ex-Presidente Trump, mas também a presunção de privilégio executivo”, observou a defesa do ex- Chefe de Estado.

De forma separada, um juiz federal reconheceu na segunda-feira que as propostas de redacção de uma declaração do FBI podem ser tão extensas que tornariam o documento “sem sentido” se fosse divulgado.

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