Desporto Presidente do Nápoles ameaça deixar de recrutar atletas africanos

Presidente do Nápoles ameaça deixar de recrutar atletas africanos

O presidente do Nápoles, Aurelio De Laurentiis, garantiu que não tem qualquer intenção de contratar mais jogadores africanos no futuro. Tudo devido às datas da Taça de África das  Nações (CAN), que por norma se disputa entre Janeiro e Fevereiro, altura em que os campeonatos nacionais decorrem na Europa o que, lembra, prejudica os clubes europeus onde actuam os jogadores de países africanos que forem convocados para disputar essa competição.

“Não me falem mais de futebolistas africanos. Não contratarei mais nenhum, enquanto a Taça de África das Nações for organizada a meio da época”, afirmou. Contudo, salvaguardou que o seu ‘problema’ não é com os jogadores africanos, mas sim com aquela competição continental. “Gosto muito deles mas, ou assinam qualquer coisa a confirmar que abdicam de jogar o CAN, ou não os contrato”, disse durante uma conferência ‘Smart Talk’, promovida pela Wall Street Itália, sobre a economia do futebol.

Rajada de críticas

Mas não foi só ao futebol africano e ao CAN que De Laurentiis apontou o dedo. O dirigente criticou também a UEFA pelo calendário de jogos extremamente pesado que os clubes europeus enfrentam actualmente, com mais uma declaração não menos polémica.

“Nós, idiotas, prestamo-nos a realizar cerca de 50 jogos por ano. Os cinco países mais importantes têm que ter a sua própria competição. Chega dessas competições falsas, como a Champions League, a Liga Europa ou a Conference League. Precisamos de criar competições que sejam disputadas durante uma semana entre clubes dos cinco melhores campeonatos europeus”, atirou.

De Laurentiis esclareceu, depois, a sua posição em relação à Superliga de clubes. “Bem, eu fui contra, porque era uma competição só para convidados. Havia pessoas privilegiadas que convidavam os outros. Mas Liga Conferência? Isso é estúpido! Os jovens estão a deixar de ver futebol, porque o campeonato é uma farsa e não é competitivo”, frisou, antes de terminar com mais uma crítica, desta feita relativa à data do Mundial’2022.

“E se formos falar sobre a nova temporada entraram em acordo para jogar um Campeonato do Mundo no Qatar no Inverno. O Qatar tem o PSG, que paga altos salários, porque a cada cinco minutos encontram petróleo”, rematou.