A França acusou mais cinco filhos do ex-Presidente gabonês Omar Bongo, no âmbito de um inquérito de longa data sobre “riqueza ilícita”, informou, ontem, uma fonte judicial citada pela France Press (AFP).
Segundo a fonte, investigadores franceses suspeitam que vários membros da família do falecido Presidente se tenham beneficiado de um império imobiliário “adquirido fraudulentamente” no valor de 87 milhões de dólares.
Os investigadores já haviam acusado outros quatro filhos adultos de Omar Bongo, além da ex-vencedora do concurso Miss França 2000, Sonia Rolland, por “receberem apartamentos” em Paris .
Sonia Rolland foi acusada de receber fundos públicos desviados por Bongo em 2003 e um apartamento em Paris no valor de 817 mil dólares. Ela , que tinha 22 anos na época, reconheceu durante as investigações que era ingénua, contestando no entanto ter cometido qualquer irregularidade, segundo o seu advogado, citado pela AFP.
Em Junho e Julho deste ano, foram acusados Pascaline Bongo, 66 anos, filha mais velha que foi directora do Gabinete do pai, Omar Denis Jr Bongo, 28 anos, neto do Presidente congolês Denis Sassou Nguesso, Jeanne Matoua, 38 anos, e Joseph Matoua, 40 anos.
“Todos eles são acusados de receber fundos públicos desviados, corrupção activa e passiva, lavagem de dinheiro e uso indevido de activos sociais”, disse uma fonte da Justiça francesa à AFP.
O império imobiliário de Bongo inclui apartamentos e edifícios em Paris e na cidade de Nice, bem como carros de luxo, vários dos quais foram apreendidos pelas autoridades locais.
Em conclusões divulgadas em Fevereiro, um juiz investigador disse que grande parte do dinheiro para as compras de imóveis os filhos obtiveram de “comissões indevidas” pagas pela empresa de energia francesa ElF , agora parte da TotalEnergies, para explorar as vastas reservas de petróleo do Gabão.
Omar Bongo governou o Gabão, país com grandes reservas de petróleo, de 1967 até à morte em 2009, quando foi sucedido pelo seu filho, Ali Bongo Ondimba, actual Chefe de Estado .















