A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs nesta quarta-feira (04/05) um embargo gradual às importações de petróleo da Rússia, devido à guerra na Ucrânia. Pela proposta, os países da União Europeia (UE) reduziriam a participação russa no fornecimento da commodity ao longo do ano de modo a alcançar o banimento total no final de 2022.
Num discurso ao Parlamento Europeu, Von der Leyen afirmou que o embargo é voltado a “maximizar a pressão sobre a Rússia”, porém, ressaltou que não será fácil aplicar a medida, pois alguns países do bloco ainda dependem fortemente do petróleo russo.
A proposta do embargo ao petróleo russo foi apresentada após semanas de negociações entre os países-membros do bloco, que devem enfrentar consequências econômicas caso o banimento seja colocado em prática. A medida ganhou força no início desta semana, depois de a Alemanha, um dos grandes importadores de petróleo russo, passar a apoiar a ideia.
Von der Leyen disse que o bloco pretende eliminar de forma gradual e ordenada a dependência do petróleo russo ao buscar alternativas de abastecimento voltadas a minimizar o impacto nos mercados globais. Dessa maneira, pretende-se preservar a estabilidade econômica europeia e os preços globais da commodity.
“Iremos eliminar progressivamente o fornecimento russo de petróleo bruto no prazo de seis meses e de produtos refinados até ao final do ano”, explicou.
Segundo ela, o objetivo é maximizar a pressão sobre a Rússia, porém, sem causar grandes danos colaterais aos países europeus e seus parceiros globais. “Para ajudar a Ucrânia, a nossa própria economia tem de permanecer forte.”














