“Dois soldados estão entre as 34 pessoas mortas” em ataques de “assaltantes não identificados” em quatro aldeias na região de Kaura, disse o comissário de segurança interna do estado de Kaduna, Samuel Aruwan.
Uma pessoa está desaparecida e outras sete ficaram feridas nos ataques às aldeias de Tsonje, Agban, Katanga e Kadargo, detalhou Aruwan, na rede social Facebook.
Mais de 200 casas e cerca de 30 estabelecimentos comerciais foram incendiados em resultado dos ataques, segundo as autoridades.
“O governo está a trabalhar incansavelmente com as forças de segurança para restaurar a ordem na região”, acrescentou Aruwan.
O governador do estado de Kaduna, Nasir Ahmad El-Rufai, citado por Samuel Aruwan, exortou os cidadãos a “cooperarem com as agências de segurança”, respeitando, designadamente, o recolher obrigatório em vigor na região.
Os ataques foram atribuídos a gangues fortemente armados, conhecidos localmente como “bandidos”, que operam no noroeste e centro do país mais populoso da África, onde saqueiam, sequestram e matam residentes.
No mesmo dia dos ataques, domingo, 16 residentes foram mortos numa outra incursão de desconhecidos armados no estado vizinho de Zamfara, onde, no início de janeiro, mais de 200 pessoas morreram em circunstâncias semelhantes.
Perante a multiplicação dos ataques, o Governo declarou recentemente os gangues como grupos criminosos “terroristas”.
Os atacantes operam a partir de acampamentos escondidos numa vasta área de floresta que abrange os estados de Zamfara, Katsina, Kaduna e Níger.
A violência no noroeste e centro da Nigéria é apenas um dos desafios enfrentados pelas forças de segurança, que também lutam contra uma insurgência extremista islâmica vigente há 12 anos no nordeste e tensões separatistas no sudeste do país.
















