A imagem correu o mundo. Uma jornalista do maior canal de televisão russo interrompeu o noticiário, empunhando um cartaz contra a guerra na Ucrânia. Presidente ucraniano elogiou a coragem. Ataques continuam no país.
“No war” – não à guerra – era uma das frases escritas em letras garrafais no cartaz de Marina Ovsyannikova, em que estavam também pintadas as bandeiras da Ucrânia e da Rússia. “Não acreditem na propaganda”, “estão a mentir-vos”, podia ler-se ainda em russo.
Na segunda-feira (14) à noite, a editora do “Canal Um” interrompeu o noticiário televisivo, o mais visto na Rússia, segurando o cartaz e gritando “não à guerra!”, “parem a guerra!”.
Na Rússia, usar o termo “guerra” para descrever o conflito na Ucrânia é ilegal, de acordo com uma lei de 4 de março, que proíbe a disseminação de notícias falsas e desinformação. Moscovo refere-se à invasão da Ucrânia como “operação especial” para “desmilitarizar” o país. Os prevaricadores incorrem numa pena de até 15 anos de prisão.
Segundo dados da União Europeia, mais de 14 mil cidadãos foram detidos “em mais de 140 cidades” russas por se oporem à guerra. Devido ao conflito, o bloco impôs duras sanções à Rússia.
Marina Ovsyannikova foi detida após o protesto. Numa mensagem de vídeo pré-gravada, a jornalista disse que o seu pai é ucraniano e a sua mãe russa, e “nunca foram inimigos”. Referiu ainda que, nos últimos anos, tem ajudado a “disseminar propaganda do Kremlin”.
A circulação rodoviária entre o Sul e o Norte de Moçambique foi restabelecida de forma condicionada, após intervenções realizadas no troço Chissano-Chibuto, na província...
Hoje, assinalam-se os 131 anos da Batalha de Marracuene, conhecida como Gwaza Muthini, uma das mais significativas celebrações culturais da província de Maputo.
No entanto,...
A situação epidemiológica em Cabo Delgado agrava-se com o aumento do número de distritos afectados pela cólera, que passou de dois para quatro.
Os novos...