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Produção de açúcar poderá ser afectada devido a onda de greves de trabalhadores em Xinavane

A onda de greves de trabalhadores que se regista nos últimos dias, no posto administrativo de Xinavane, distrito da Manhiça, província de Maputo, poderá afectar os níveis de produção do açúcar no país.

Para evitar esta situação, o Governo moçambicano defende um consenso urgente entre os trabalhadores e o patronato. A ideia foi avançada ontem, na açucareira da Maragra, também no distrito de Manhiça, pelo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER), Celso Correia, numa reunião de balanço com o subsector do açúcar, envolvendo as quatro indústrias do açúcar que operam em Moçambique.

Segundo Celso Correia, a situação de greve que se registou em Xinavane poderá afectar em grande medida, daí que o diálogo entre as partes tem de ser permanente para evitar este tipo de cenários com impacto financeiro avultado para as empresas.

O ministro garantiu que o Executivo vai continuar a monitorar de perto a situação para que estes cenários que têm sido frequentes em Xinavane sejam ultrapassados o mais rápido possível e devolver a tranquilidade aos processos de produção.

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Por seu turno, Alexandre Munguambe, representante dos trabalhadores, afirmou que a situação de remuneração da massa laboral na indústria do açúcar é bastante precária em Moçambique, contrariamente à tendência noutros países, onde as mesmas empresas operam.

Acrescentou que as empresas pagam 2,6 dólares por dia, o que não satisfaz os trabalhadores. “Pedimos que o diálogo entre as partes continue, não só em tempo de greve, mas, também, em todos os momentos do processo produtivo. Hoje é Xinavane, mas amanhã pode acontecer numa outra fábrica de produção do açúcar porque as condições que são oferecidas são as mesmas”, advertiu Munguambe.

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