No tribunal, Nicholas Languerand disse que era patriota, mas o juiz que sentenciou afirmou que os manifestantes que invadiram o Capitólio em 06 de janeiro de 2021 não mereciam essa designação.
Nicholas Languerand, de 26 anos, também disse ao juiz que era um seguidor do QAnon, teoria da conspiração que se centra na crença infundada de que o antigo Presidente dos Estados Unidos Donald Trump estava a travar uma luta secreta contra uma cabala de inimigos do “estado profundo” que adorava Satanás e sacrificava crianças, democratas proeminentes e elites de Hollywood.
Outra crença fundamental dos seguidores do QAnon é que Trump orquestraria detenções massivas, tribunais militares e execuções dos seus inimigos. Os procuradores recomendaram uma sentença de quatro anos e três meses de prisão para o homem, que se mudou de Vermont para a Carolina do Sul para morar com os avós após o ataque.
Nicholas Languerand agrediu repetidamente a polícia no Capitólio, atirando madeira e um altifalante para as forças policiais, gabando-se das suas ações nas redes sociais, de acordo com procurador assistente dos Estados Unidos, Robert Juman.
As autoridades federais vincularam de forma explicita mais de 30 réus do ataque ao QAnon, de acordo uma investigação da agência de notícias AP aos registos judiciais. O verdadeiro número de manifestantes influenciado pela teoria da conspiração é provavelmente muito maior, já que o QAnon foi adotado e promovido por apoiantes influentes de Donald Trump.
Mais de 730 pessoas foram acusadas de crime federais relacionados com o ataque. Mais de 200 delas declaram-se culpadas, principalmente por infrações com pena máxima de seis meses de prisão.
















