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Mais de mil médicos e enfermeiros denunciaram falta de salários há um ano em Guiné-Bissau

Técnicos de saúde guineenses que estão há um ano sem receber salários prometem uma luta incessante para fazer valer os seus direitos. Médicos e enfermeiros acusam o Governo de falta de interesse em resolver o problema.

Ao todo são mais de mil técnicos de saúde, entre médicos e enfermeiros, que estão sem salários desde que foram recrutados pelo Ministério da Saúde Pública e começaram a trabalhar, em janeiro de 2021.

Depois de um longo período de espera e na expetativa de os seus problemas serem resolvidos, a situação continua num impasse. Na quinta-feira (13) realizaram uma conferência de imprensa, na sede da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), para denunciar o “sofrimento”.

O vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Vitorino Indeque, lamenta a situação e apela à sua resolução: “Nós defensores dos direitos humanos e pessoas que entendem que estamos num Estado de Direito, em que os direitos têm de ser assegurados, estamos perante o direito laboral, em que as pessoas que trabalham não estão a ser pagas, é preocupante.”

Por isso, Vitorino Indeque assegura que a Liga vai “continuar a acompanhar este grupo de cidadãos e técnicos de uma área tão sensível que é a da saúde”. Na terça-feira (11), os técnicos de saúde tentaram realizar uma manifestação de rua para exigir o pagamento de um ano de salários, mas a atividade foi interrompida pelas forças da ordem, pouco depois de ter iniciado.

FONTEDW
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