A bandeira acabou por ser retirada no domingo, depois de protestos dos líderes da direita e extrema-direita.
A bandeira da União Europeia (UE) colocada no Arco do Triunfo, em Paris, para assinalar o início da presidência francesa do Conselho da UE, foi retirada depois de protestos dos líderes da direita e extrema-direita.
O secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus, Clement Beaune, que terá dito que a bandeira ali ficaria durante “vários dias”, revelou, afinal, que a sua remoção neste domingo estaria “planeada”.
O responsável rejeitou ainda a ideia de que o governo terá cedido às críticas da líder da extrema-direita Marine Le Pen, que ameaçou pedir ao Conselho de Estado que retirasse a bandeira, alegando tratar-se de um ataque à identidade do país.
No entanto, Le Pen não foi a única a tecer críticas ao gesto. Eric Zemmour, candidato da extrema-direita às eleições presidenciais, classificou o ato como um “ultraje”, na sua conta da rede social Twitter.
Beaune, por sua vez, reiterou que o governo não mudou os seus planos, salientando assumir que “o destino da França é na Europa.” Além disso, o ministro afirmou que os líderes da direita e extrema-direita estavam errados em dizer que a bandeira da UE estava a substituir a bandeira francesa, já que esta última não está permanentemente exposta no monumento.
Recorde-se que a França sucedeu ontem à Eslovénia na presidência rotativa do Conselho da UE, tendo a ambição de uma Europa mais soberana e um modelo económico ambientalmente sustentável, ainda que esteja também focada nas eleições presidenciais francesas, agendadas para abril.
















