Agrava-se a espiral de violência separatista que começou, há cinco anos, nas regiões anglófonas dos Camarões. As Nações Unidas alertam para uma catástrofe humanitária previsível. Mas os protagonistas não cedem.
Cinco anos após o início da crise, as duas regiões camaronesas onde se fala inglês transformaram-se numa zona de guerra.
As consequências são nefastas: vidas perdidas, propriedade destruída e, segundo o mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), há um impacto muito negativo na educação: “Muitas escolas fecharam para evitar os ataques frequentes contra as instalações de ensino.
Professores e estudantes têm sido atacados, raptados, ameaçados e mortos. Em 2021, mais de 700.000 crianças foram privadas de educação nas regiões do noroeste e sudoeste”, alerta a agência da ONU.
A situação é sentida como muito desencorajadora pelo advogado Felix Agbor Nkongho, especializado em direitos humanos, que foi membro do extinto Consórcio da Sociedade Civil Anglófona dos Camarões (CACSC).
A organização liderou a primeira vaga de protestos pacíficos contra a marginalização das regiões anglófonas pelo Governo federal em 2016. Mas Agbor Nkongho realça que a violência nunca fez parte da estratégia.
















