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Protestos pela prisão de Zuma fizeram sete mortos e 200 detidos na África do Sul

Pelo menos 200 pessoas foram detidas e sete morreram nas acções violentas que afectam pelo quinto dia consecutivo várias áreas do KwaZulu-Natal e Gauteng, na África do Sul, divulgou a polícia sul-africana.

De acordo com a polícia, pelo menos cinco pessoas morreram em distúrbios armados na Grande Joanesburgo e outras duas no KwaZulu-Natal desde o início das acções violentas na passada quinta-feira(08).

Pilhagens a lojas e centros comerciais, assaltos, intimidação, confrontos armados com as forças de segurança e veículos incendiados prosseguiram, pelo quinto dia consecutivo, nomeadamente na capital económica Joanesburgo.

Médicos de uma clínica hospitalar no bairro de Hillbrow, em Joanesburgo, relataram a entrada de um bebé de seis meses com um tiro na cabeça, um homem esfaqueado até quase à morte, violência entre pacientes hospitalizados e uma tentativa de assalto da clínica por um ‘gang’ local, salientando que “o cenário é de guerra”.

Em Durban, as forças policiais confrontaram, com munição real, manifestantes armados na auto-estrada N2, segundo a imprensa local.

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No norte da cidade de Pietermaritzburg, capital do KwaZulu-Natal, província que faz fronteira com Moçambique, grupos armados montaram operações de segurança à entrada de estabelecimentos comerciais e áreas residenciais, adiantou.

Os incidentes começaram na província oriental KwaZulu-Natal, onde nasceu o antigo chefe de Estado sul-africano Jacob Zuma, após este ter sido detido na sua residência, em Nkandla, na quarta-feira (07) à noite pelas forças de segurança, para cumprir uma pena de prisão de 15 meses por desrespeito a uma ordem do Tribunal Constitucional, a mais alta instância judicial do país.

Na sexta-feira, os distúrbios alastraram-se a várias áreas de Joanesburgo, a maior cidade do país, na província de Gauteng, onde se situa também a capital da África do Sul, Pretória, e onde se localizam vários albergues dos Zulus, o maior grupo étnico do país.

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