Dez policiais da Colômbia estão sendo investigados por terem permitido que civis atirassem em manifestantes na cidade de Cali, afirmou, uma pessoa que trabalha em um órgão do governo do país.

Na semana passada, um protesto terminou com mortos — um agente da procuradoria estava de folga e começou a disparar contra os manifestantes. Ele mesmo foi morto.

O general Jorge Luis Vargas, diretor da polícia nacional da Colômbia, disse que há uma investigação para identificar quem violou as leis. Segundo ele, informações sobre policiais foram enviadas à Justiça militar.

Há protestos na Colômbia há mais de um mês. As manifestações começaram como uma reação a uma proposta de mudanças nos impostos que havia sido feita pelo presidente Iván Duque.

A reforma tributária não está mais em pauta, mas os protestos continuaram mesmo assim. De lá para cá, as manifestações são a favor de uma renda básica, de mais empregos para jovens e pelo fim de uma unidade da polícia chamada Esmad, que é um batalhão de choque.

A procuradoria afirmou que 20 mortes podem estar ligadas aos manifestantes —três a mais do que no último levantamento. Os grupos de defesa de direitos humanos afirmam que há um número muito maior de protestantes que foi morto pelas forças de segurança.