A Junta Militar do Myanmar (antiga Birmânia) boicotou, ao cortar o sinal da rede de Internet no país, a primeira conferência de imprensa do Governo de Unidade Nacional, formado por políticos e ativistas pró-democracia contra o regime golpista.
O ministro da Cooperação Internacional do NUG, Salai Maung Taing San, insistiu que o Myanmar só alcançará a estabilidade necessária para o seu desenvolvimento “quando o pesadelo terminar”, referindo-se ao regime militar instaurado.
Salai San, mais conhecido por doutor Sasa, detalhou alguns dos principais objetivos do seu gabinete, que incluem “a erradicação da ditadura militar”, o que implicaria o estabelecimento de um sistema democrático “para todo o povo de Myanmar, independentemente da raça, cor ou religião” e a criação de novas forças armadas para substituir o exército que tomou o poder no dia 01 de fevereiro.
O ministro apelou aos Governos internacionais para se reunirem com o NUG e a líder deposta Aung San Suu Kyi porque “qualquer discussão sobre o povo do Myanmar deve incluir o povo do Myanmar”.
Sasa contactou também membros do grupo étnico rohingya, que estão a ser perseguidos e cuja cidadania será reconhecida pelo NUG.














