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Human Rights Watch considera que o julgamento da Aung San Suu Kyi não seja justo

A organização não-governamental Human Rights Watch considera “pouco provável” que o julgamento Aung San Suu Kyi seja justo e pede a libertação imediata da líder deposta de Myanmar, antiga Birmânia.

O julgamento da dirigente da Liga Nacional para a Democracia começa hoje em Naipyitaw, a capital administrativa de Myanmar.

Phil Robertson, subdiretor da Human Rights Watch (HRW) para a Ásia criticou através de um comunicado que as restrições impostas fazem com que Aung San Suu Kyi seja impedida de aceder aos advogados num tribunal controlado pela Junta Militar.

Além de Aung San Suu Kyi, 75 anos, vão também ser julgados o ex-presidente da Birmânia, Win Myin, e o ex-governador da capital, Myo Aung.

A antiga conselheira de Estado e ministra dos Negócios Estrangeiros é acusada de não respeitar as normas de segurança estabelecidas para combater a propagação da pandemia de covid-19, podendo ser condenada a três anos de prisão.

Aung San Suu Kyi é também acusada de incitação à mobilização pública, importação ilegal de dispositivos eletrónicos de telecomunicações e de violação da lei das Telecomunicações.

Para Robertson, a Junta Militar vai continuar a acumular casos adicionais contra a dirigente de Myanmar para neutralizar a atividade política da Liga Nacional para a Democracia “para que não possa desafiar o regime militar”.

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