A Total emitiu a partir de Paris, na Franca, um comunicado em que confirma a retirada de Afungi de todo o pessoal do Projecto Mozambique LNG, alegando “a evolução da situação de segurança no norte da província de Cabo Delgado”.

“Esta situação leva a Total, enquanto operadora do Projecto Mozambique LNG, a declarar força maior. A Total expressa a sua solidariedade para com o Governo e o povo moçambicano e deseja que as acções levadas a cabo pelo Governo de Moçambique e os seus parceiros regionais e internacionais permitam o restabelecimento da segurança e da estabilidade na província de Cabo Delgado de forma sustentada”, refere o documento que o Notícias teve acesso.

A Total E&P Mozambique Área 1 Limitada, subsidiária detida integralmente pela Total SE, opera o projecto Mozambique LNG com um interesse participativo de 26,5%, juntamente com a ENH Rovuma Área Um, S.A. (15%), a Mitsui E&P Mozambique Área 1 Limited (20%), a ONGC Videsh Rovuma Limited (10%), a Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), a BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%), e a PTTEP Mozambique Área 1 Limited (8.5%).

Trata-se de uma empresa multi-energias que produz e comercializa combustíveis, gás natural e eletricidade, com um total de 100.000 colaboradores e actuando em mais de 130 países.