Internacional Austrália: Campanha sexual é criticada por mensagens confusas e puritanas

Austrália: Campanha sexual é criticada por mensagens confusas e puritanas

Uma campanha governamental australiana de educação sexual – que utiliza analogias de tacos, batidos e tubarões para falar com adolescentes sobre consentimento – tem sido fortemente criticada por dar mensagens confusas, imprecisas e puritanas.

The good Society’ (Boa Sociedade), um ‘site’ que faz parte de um programa denominado de Respect Matters (Respeito Importa) para reforçar o ensino nas escolas sobre a importância do respeito nas relações interpessoais, tem cerca de 350 materiais audiovisuais e digitais educativos.

Num destes vídeos destinados a jovens de 14-17 anos, uma adolescente convida outro rapaz a experimentar o seu batido e, depois de ele recusar, despeja-o na cara dele.

Outros vídeos que abordam o consentimento sexual utilizam analogias tais como comer tacos ou a hesitação de uma jovem mulher em nadar com tubarões quando um rapaz a tenta convencer a fazê-lo.

A organização não-governamental (ONG) End Rape on Campus Australia (Acabar com as violações nos Campus da Austrália) defendeu que este material não cumpre os padrões de educação de prevenção de agressões sexuais, acrescentando que “há algumas mensagens extremamente preocupantes e desinformação”.

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Ao lançar a campanha na semana passada, o ministro australiano da Educação, Alan Tudge, disse que o programa, no qual investiu mais de seis milhões de dólares (cinco milhões de euros), foi concebido com o contributo de especialistas, pais, educadores e comunidade.

A onda de críticas contra o Governo conservador de Morrison surge após o Ministério da Defesa ter proibido na semana passada danças sensuais em atos oficiais na Marinha, na sequência de um escândalo nas redes sociais.

Para além de três outras queixas contra este alegado violador, surgiu outra contra o então Procurador-Geral, Christian Porter, agora Ministro da Indústria, por uma alegada violação há mais de 30 anos, que este nega e que a Polícia arquivou por falta de provas após a morte, em 2020, da alegada vítima.

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