O ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, recusou, ontem (10), confirmar se será novamente candidato nas eleições presidenciais de 2022 e considerou a polarização política no país como algo positivo.
“Em 2022, o partido vai pensar no momento das convenções e discutir se vai ter candidato, ou se vai apostar numa frente ampla”, declarou o ex-mandatário, na sua primeira declaração pública após as condenações no Paraná terem sido anuladas, não descartando uma aliança com partidos de centro.
Questionado pela imprensa local sobre as críticas à “polarização política” no Brasil, provocada pela disputa entre Lula e Bolsonaro, o histórico líder do Partido dos Trabalhadores (PT) considerou o fenómeno positivo, porquanto “o PT polariza desde 1989. O PT sempre polarizou e espero que continue assim. (…) Significa que o PT é muito grande. Não pode ter medo de polarizar, tem que ter medo é de ficar esquecido. Gosto de eleição em duas voltas justamente para construir as alianças e reunir o país”, disse.
Para Lula, será “mais fácil” construir uma frente de esquerda para disputar as próximas eleições presidenciais, “para produzir um programa de luta contra o que está a acontecer com a direita”.

















