Sociedade Parque Verde demonstrou resiliência às tempestades

Parque Verde demonstrou resiliência às tempestades

Três mil e cento e cinquenta pessoas foram afectadas pelas chuvas de domingo e segunda-feira, na cidade de Maputo, que resultaram no alagamento de 692 residências, nos distritos municipais KaMaxakeni, KaMavota e Nhlamankulu.

A informação foi partilhada, ontem, em Maputo, pela delegada do Instituto Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (INGD), Fátima Belchior, numa conferência de imprensa sobre o impacto da intempérie, na qual estiveram representados o Centro Operativo de Emergência (COE), o Conselho de Serviços de Representação do Estado na capital e o município.

No bairro de Laulane, a título de exemplo, há o registo de duas casas destruídas, devido à fúria das águas, sendo uma parcial e outra completamente.

Fátima Belchior acrescentou que as vítimas já receberam assistência em material de construção para reerguer as suas casas.

O porta-voz do Conselho de Serviços de Representação do Estado, Artur Dombo, apontou que, apesar de 29 escolas terem ficado alagadas, a situação não afectou a realização dos exames finais da sétima classe.

“Nas escolas primárias Unidade 22, Minkadjuine e Mavalane ‘A’ tivemos de  bombear as águas para que os alunos fossem examinados.  Trezentos e trinta e três alunos de Mavalane ‘A’ realizaram  as provas na Secundária da Solidariedade que é vizinha”, explicou.

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A fonte avaliou positivamente o processo dos exames uma vez que, dos 27.932 candidatos, 96,7 por cento compareceram às provas.

“Estamos a trabalhar com as direcções das escolas e encarregados de educação para que os 926 alunos que faltaram compareçam à segunda chamada a se realizar na próxima semana”, referiu.

Por seu turno, o vereador de Planificação e Finanças, Eduardo Nguenha, informou que 32 vias de acesso ficaram obstruídas ou danificadas, para além do alagamento de 19 mercados, devido ao fenómeno.

Segundo o balanço, quinhentos e dezasseis agricultores perderam as suas culturas, na cintura verde da cidade de Maputo.

“Fizemos o bombeamento e sucção das águas nas residências, escolas e mercados e removemos  areia e entulho das vias de acesso, para permitir a plena mobilidade”, contou Nguenha.

Acrescentou estar em curso a construção da bacia de retenção de águas pluviais no bairro de Maxaquene, que poderá ser concluída em Abril, de modo a minimizar o impacto das chuvas, a médio e longo prazos.

“Recebemos parte do financiamento de cem milhões de dólares (7,5 mil milhões de meticais), do Banco Mundial, no âmbito do programa de transformação urbana, com o qual vamos fazer estudos com vista a sanar os problemas da cidade”, indicou.

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