Trata-se de um acordo que pôs fim a 16 anos de guerra civil e que, pretendia ser, a base para o enterrar definitivo das armas e se traduzisse na paz definitiva e efectiva.

contudo, desde então, o país assistiu mais dois acordos de paz, o último dos quais, assinado no ano passado.

Nas últimas cerca de três décadas, contabilizam-se três acordos de paz para o mesmo conflito, que, segundo a Renamo, principal opositor do executivo de Maputo, tem como base, a falta de implementação do acordo de Roma.

O que falhou naquele acordo. Perguntamos ao antigo Presidente da República Joaquim Chissano.

“Essa pergunta me têm sido feita várias vezes, mas não sei o que falhou. A Renamo diz que foi incumprimento dos acordos de Roma da parte do Governo, mas, não conseguem me mostrar em quê” disse o antigo estadista e signatário do acordo.

Teodato Hunguana, destacado membro da Frelimo e que integrou a comissão de verificação do Acordo de Roma, aponta falhas ou erros que resultaram nos conflitos subsequentes.

“Não houve reconciliação antes das eleições, e muito menos depois, e porque o proclamado vencedor das eleições, acabou sendo o vencedor da guerra terminada sem vencidos nemvencedores, agora investido nas atribuições de um presidencialismo reforçado, verificaram-se recuos que se configuraram como violações ao AGP”, disse Hunguana, numa palestra em Maputo.