Um dirigente dos EUA minimizou a importância das ameaças da China em concretizar as ameaças de aplicar sanções aos grupos de defesa norte-americanos. Em causa, está a venda de armas a Taiwan.

Um dirigente dos EUA desconsiderou na quarta-feira o risco de Pequim concretizar as ameaças de aplicar sanções aos grupos de defesa norte-americanos que vendem armas a Taiwan.

China anunciou na segunda-feira a aplicação de sanções contra a Lockheed Martin e a divisão de defesa da Boeing, que produzem mísseis que Washington decidiu vender a Taiwan, ilha que Pequim considera como uma das suas províncias.

Esta não é a primeira vez que Pequim ameaça as empresas americanas com sanções”, declarou Clarke Cooper, o responsável pelas questões de defesa do Departamento de Estado.

“Houve ameaças e provocações a este propósito”, avançou a alguns jornalistas.

Washington rompeu as suas relações diplomáticas com Taipé em 1979, para reconhecer Pequim, mas os EUA adotaram no mesmo ano uma norma que estipula que devem ajudar Taiwan em caso de conflito.

Desde então, Washington continua a ser o aliado mais forte dos dirigentes da ilha e o seu principal fornecedor de armas.

Pequim ameaçou recorrer à força em caso de proclamação formal de independência ou de intervenção externa e os EUA querem dar à ilha uma capacidade de defesa credível perante uma potencial invasão pelos militares chineses.