A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) aplaudiu na sexta-feira (30), o fim da quarentena para quem chega ao país com um teste negativo para a covid-19, anunciou em comunicado.

“A obrigatoriedade de quarentena constituía empecilho à retoma adequada da atividade económica”, nota a associação empresarial, realçando que, “com esta medida, os viajantes que apresentarem teste negativo com 72 horas, não precisam cumprir a quarentena”.

A medida foi divulgada na quinta-feira pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, numa comunicação à nação em que anunciou a retoma da emissão de vistos turísticos.

Adicionalmente, as crianças até 11 anos estão isentas de apresentar teste para entrar no país.

Filipe Nyusi anunciou que a validade do teste exigido para sair e depois regressar ao país (múltiplas entradas) passa a ser de 14 dias a partir da data da colheita da amostra.

Apesar do alívio gradual das restrições relativas à covid-19, o chefe de Estado moçambicano pediu que o país mantenha as medidas de prevenção, alertando que as autoridades moçambicanas foram instruídas a reforçar a fiscalização.

Moçambique mantém, no geral, as restrições que o país adotou nos últimos seis meses, com destaque para o uso obrigatório de máscaras e a proibição de aglomerações.

Desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março, o país registou um total de 12.525 casos, 91 óbitos e 10.001 (79%) pessoas são dadas como recuperadas.