“Um dos piores debates da história” dos Estados Unidos: foi assim que alguns especialistas classificaram o primeiro frente a frente entre Donald Trump e Joe Biden, a 35 dias das eleições presidenciais.

Um debate que virou rapidamente ao caos, marcado por interrupções, acusações e ataques pessoais.

Se, por um lado, o atual ocupante da Casa Branca acusou o rival democrata de ser uma marioneta da “esquerda radical” e de “não ter nada de inteligente”, Biden também não hesitou em mandar calar Trump, que chegou mesmo a tratar de “palhaço”.

A pandemia de coronavírus, que afeta particularmente os Estados Unidos, também serviu de base para acusações.

Joe Biden, candidato presidencial democrata:“40.000 pessoas por dia são infetadas com a Covid. O presidente não tem um plano. Ele sabia desde Fevereiro em que medida a crise era séria e que a doença é mortífera. Há gravações onde reconhece que sabia e disse que não avisou a população porque não queria gerar o pânico entre os norte-americanos.”

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos:“Se lhe tivessemos dados ouvidos a si, teriamos deixado o país completamente aberto e milhões teriam morrido, não 200.000… Uma pessoa já é demasiado. É a culpa da China e nunca deveria ter acontecido.”

Se Biden se comprometeu, durante o encontro, a reconhecer o resultados das eleições de 3 de novembro, já Trump esquivou a questão, voltando a afirmar, sem apresentar provas, que o voto por correspondência – que deverá ter um papel preponderante no contexto da pandemia – favorece as “fraudes”