Sociedade Religiões defendem que Moçambique pecou e precisa pedir perdão a Deus

Religiões defendem que Moçambique pecou e precisa pedir perdão a Deus


Moçambique pecou e precisa pedir perdão a Deus. É o que o Conselho das Religiões de Moçambique, a Sociedade Civil e outras forças da Sociedade defenderam, numa oração onde clamavam pela Paz no país.

Os eventos ciclónicos, cheias, secas, conflitos armados no Centro e Norte do país e a pandemia da COVID-19, que assolam Moçambique, são considerados pelas religiões como punição de Deus pelos pecados dos homens.

É que, segundo defende o Padre Maurício Munguni, da Visão Mundial, uma organização da Sociedade Civil, mesmo com os esforços feitos pelo Governo e a sociedade em geral para o crescimento do país, o mal tende aumentar. Por isso, defende que é preciso “fortalecer as comunidades, fortalecer a população vulnerável, de modo a que este povo ou esta população, por um lado, possa conseguir compreender e obedecer todas as medidas de prevenção da COVID-19 e, por outro lado, para que este povo, neste momento em que vivemos conflitos armados no Norte e Centro, possam buscar a face de Deus”, destacou o padre.

Segundo o reverendo Albino Mussuei, buscar a face de Deus é a única solução para o país, que segundo ele está amaldiçoado, por ter pecado e ter-se esquecido de Deus.

“Mas isto significa que Moçambique precisa de se arrepender, precisa de voltar para Deus, com arrependimento, jejum e toda humildade. Só assim Deus voltará para nós e vai curar a doença de Moçambique que se chama pecado”, declarou Mussuei, do Conselho das Religiões de Moçambique

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Em representação aos partidos políticos, Daviz Simango, presidente do MDM concordou que os problemas do país foram causados pelo próprio homem, que desde sempre “usou a força das armas como solução dos conflitos”.

“Nós fomos falhando ao longo dos anos nas nossa intervenções económicas, sociais, políticas e culturais e nessas populações onde há recursos, os recursos devem beneficiar as populações locas em primeiro lugar, no entanto, não é o que fazemos, precisamos parar de agir assim”, disse Simango, para depois acrescentar que urge a criação de condições iguais para as populações e o diálogo para a solução dos problemas. O Governo, por seu turno, garante que para além de recorrer à ajuda divina, continua com os esforços para acabar com os males que assolam o país, segundo explicou o Vice-Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Filimão Suazi,

“Compreendemos que a par dos esforços que são feitos pelo Governo para garantir a paz e tranquilidade pública nos teatros de operações no Centro e Norte do país a igreja é um grande aliado para fazer esta aproximação a Deus”, disse o governante.

Os Intervenientes falavam na manhã deste sábado durante uma cerimónia denominada “Clamor por Moçambique”, com objectivo de orar pela paz, pela cura da COVID-19 e pelo fim dos desastres naturais.

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