Todos os 54 países do continente manifestaram interesse na COVAX, que tem como objetivo acelerar o desenvolvimento e o fabrico de vacinas contra a Covid-19 e garantir um acesso justo e equitativo.

Os 54 países africanos estão unidos numa iniciativa pioneira para assegurarem pelo menos 220 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para o continente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para a região.

O acesso dos países africanos às vacinas contra o novo coronavírus foi o tema da conferência de imprensa virtual da OMS África que esta quinta-feira contou com a participação do vice-ministro da Saúde e Bem-Estar Social da Guiné Equatorial, Hon Mitoha Ondo’O Ayekaba.

Participaram igualmente o diretor da área de programas, imunização e desenvolvimento de vacinas na OMS África, Richard Mihigo, e o chefe executivo da Coligação para a Inovação na Preparação para Epidemias (CEPI), Richard Hatchett.

Segundo a OMS África, todos os 54 países do continente manifestaram interesse na COVAX, um mecanismo codirigido pela GAVI (Aliança para as Vacinas), a CEPI e a OMS, que tem como objetivo acelerar o desenvolvimento e o fabrico de vacinas contra a Covid-19 e garantir um acesso justo e equitativo para todos os países do mundo.

Os parceiros estão a trabalhar com os governos e fabricantes para obterem doses de vacinas suficientes para proteger as populações mais vulneráveis do continente”, segundo a organização.

A COVAX tem como objetivo “assegurar o acesso de todos” às vacinas, sejam os países de rendimento superior e médio, que autofinanciarão a sua própria participação, como os países de rendimento médio e inferior, que terão a sua participação apoiada.

Segundo a OMS África, oito países no continente concordaram em autofinanciar as suas doses de vacinas através da COVAX, uma manifestação de interesse que deverá transformar-se em compromissos vinculativos até 18 de setembro, com pagamentos adiantados a efetuar o mais tardar até 09 de outubro de 2020.

“A Guiné Equatorial aderiu à COVAX por ser a forma mais eficaz de garantir que o nosso povo possa aceder às vacinas contra a covid-19”, afirmou o vice-ministro da Saúde e Bem-Estar Social da Guiné Equatorial, Hon Mitoha Ondo’O Ayekaba, durante a sua intervenção.

E acrescentou: “Estamos preocupados porque alguns países mais ricos tomaram medidas para assegurar os seus próprios interesses. Acreditamos que através desta iniciativa podemos ter acesso a vacinas testadas com sucesso, de forma atempada e a custos mais baixos”.